A CHINA SOCIALISTA E A LUTA PELA LIBERTAÇÃO DAS MULHERES – DE 1949 A 1976

Amit Bhattacharaya

Professor de História

Universidade de Jadavpur

Calcutá – ÍNDIA

A partir do ano de 2016, os comunistas revolucionários, democratas e progressistas em todo o mundo começaram a celebrar o 50o Ano da Grande Revolução Cultural Proletária da China – GRCP. Esta revolução foi uma das mais importantes fases na longa história do ativismo revolucionário da carreira política de Mao Tsetung. Funcionou como um farol para a grande maioria do povo e para os povos revolucionários, progressistas e democráticos em várias partes do mundo. Em resumo, a Revolução Cultural resolveu o problema de como impedir a restauração capitalista, um problema que a Revolução Bolchevique não solucionara. Não é suficiente mudar a base econômica; o necessário é mudar também a superestrutura. A GRCP objetivou colocar cada esfera da superestrutura cultural em conformidade com a base econômica socialista do país, levantando as vastas massas trabalhadoras contra os capitalistas em sua trincheira; foi a continuação do Grande Debate histórico e marcou um novo estágio do desenvolvimento da revolução chinesa. Revolução que fora criticada por oponentes como um ‘desvio de esquerda’ e muitas vezes condenada como os ‘dez anos de loucura’. A realidade é que os últimos anos da vida de Mao foram aqueles em que ele deu a maior e mais criativa contribuição, enxergou à frente e pesquisou de forma mais ampla a dialética do desenvolvimento humano e social. Na realidade, Mao teve o insight e a coragem de expor a luta de classes em curso no interior do Partido Comunista, em meio à construção socialista. Durante a participação na prática revolucionária, Mao, não apenas contribuiu para a teoria do Marxismo-Leninismo, como também para a civilização humana como um todo.

Falarei, hoje, sobre a “China Socialista e a a Luta pela Libertação das Mulheres, de 1949 a 1976”. No estágio anterior da revolução de Nova Democracia, a luta pela transformação do status das mulheres esteve estreitamente conectada à luta do povo da China contra o sistema feudal e contra o controle imperialista. Sua longa batalha pela auto-afirmação dentro da família e da sociedade, contra o patriarcado, pelo voto feminino, pela escolha dos parceiros e pelo divórcio assim como pelo direito de propriedade teve subsistência do PCCh na luta pela transformação social. A despeito de sua participação espontânea na revolução social, a identidade distinta do movimento da mulheres não surgiu com o movimento político revolucionário principal. O PCCh sempre encorajou o movimento das mulheres a lutar pelos seus direitos já que as mudanças em seu status social eram pré-condição para uma maior mudança social. Na nova sociedade também a política do PCCh nem sempre se conformou ao nível da consciência das mulheres, uma limitação causada principalmente pela atitude patriarcal dos homens membros do partido. De forma semelhante, na China Socialista a luta das mulheres pela libertação seguiu um caminho em ziguezague marcado pela cooperação e pela oposição.

A fase que se seguiu imediatamente à Revolução de 1949 foi descrita por Mao como o último estágio da Revolução de Nova Democracia e o primeiro estágio da Revolução Socialista. Um dos mais importantes passos neste estágio foi a promulgação da Lei do Matrimônio de 1o de maio de 1950. Essa Lei do Matrimônio foi a culminação das lutas e promulgações revolucionárias do governo revolucionário de 1930 e 1940. Os princípios gerais são explicados no artigo 1o: “ Fica abolido o sistema de matrimônio feudal arbitrário e compulsório, baseado na superioridade do homem sobre a mulher, e que ignora os interesses dos filhos. O “Novo Sistema Democrático de Matrimônio” baseado na livre escolha de parceiros, na monogamia, nos direitos iguais para ambos os sexos e na proteção dos interesses legais de mulheres e crianças entrará em vigor” (1). Uma nova geração havia surgido na sociedade na qual os indivíduos poderiam escolher por si mesmos seus parceiros para a vida e não havia razão aparente para a luta pela propriedade entre eles. No entanto, apesar da transformação gradual da base econômica, não foi fácil produzir mudanças no domínio da superestrutura, no mundo dos pensamentos. A luta contra o patriarcado não poderia nunca terminar com a realização da Revolução de 1949. A marca de nascença da velha sociedade não iria desaparecer de repente. Esforços conscientes foram essenciais para produzir tal feito. Daí a importância da Revolução Cultural. Na nova sociedade foi necessário libertar as mulheres das eternas e penosas tarefas do lar e do cuidado dos filhos, e, assim fazendo, levá-las a participar da produção social e a jogar um papel no desenvolvimento da nova cultura Socialista.

É importante assinalar que durante o período da construção socialista o Partido Comunista adotou políticas de acordo com a realidade objetiva que nem sempre estão em conformidade com os princípios gerais da libertação das mulheres. Vamos agora abordar isto.

O culto da dona-de-casa’ : metade de 1950

No período que se seguiu à Revolução de 1949, um número de artigos louvando as operárias foi publicado em periódicos, livros e relatórios. As mulheres que trabalhavam nas indústrias têxteis, de carvão, siderúrgicas, de confecção e de maquinaria, etc., eram mostradas como modelos a admirar e copiar. Como observa Delia Davin (2), a partir, no entanto, da metade dos anos de 1950, houve uma mudança distinta no tom dessa literatura. Desde então os artigos elogiando o papel das mulheres não como trabalhadoras, mas como donas-de-casa, começaram a aparecer com grande freqüência. O papel das mulheres como dona-de-casa, esposa e mãe recebeu uma importância sem precedentes. Na nova abordagem a mulher foi mostrada como contribuindo para a sociedade através de seu marido e de sua família, agindo como uma espécie de operária não paga para aqueles da família que participavam da produção. A nova idéia era de que, ao ajudar a assegurar a estabilidade familiar, ela estava de fato participando do trabalho produtivo. Uma jornalista australiana que visitou a China nos anos de 1950 ficou surpresa em saber que a esposa de uma família, ao tentar manter seu marido dominador feliz em casa, sempre fazia suas compras antes de cada refeição para que ele tivesse vegetais frescos para comer. Mesmo as imagens de beleza e de moda que apareciam na revista Mulheres da China podem ser vistas como parte do mesmo movimento para feminilizar as mulheres, colocando-as em um modelo doméstico reacionário (3).

Houve uma leve mudança nesta política conservadora, em 1956, quando aconteceu uma onda nas indústrias urbanas e no trabalho de construção. Um número de artigos sobre a participação das mulheres nas indústrias surgiu em revistas e livros. Esta fase, no entanto, durou pouco. Quando as cooperativas foram formadas nas áreas rurais, muitas pessoas saíram para as cidades em busca de emprego e acarretando o desemprego nas cidades. No início de 1958, a situação tornou-se tão alarmante que uma pressão indireta foi feita às mulheres nas áreas urbanas para que deixassem seu empregos. Lenin afirmou que as mulheres deveriam se libertar das tarefas eternas do cuidado caseiro e dos filhos e Mao enfatizou que as mulheres deveriam estar ligadas ao trabalho produtivo e tornarem-se independentes economicamente. A nova política estava totalmente em desacordo com o que Lenin e Mao advogavam.

De fato, durante os anos de 1950, um dos maiores problemas da China foi a ausência de oportunidades de trabalho para as mulheres. Era a época de reconstruir a economia destruída pela guerra; as oportunidades de emprego eram escassas, o número da população urbana era muito maior do que os trabalhos disponíveis. Acrescentando a isto, a ênfase colocada no desenvolvimento da indústria pesada mais do que na agricultura e na indústria leve, por conta, na época, da confiança no modelo soviético de desenvolvimento, pôs um freio na criação de empregos para as mulheres nas indústrias. A política do governo em relação às mulheres era dependente do número de empregos disponíveis naquele momento. Essa política conservadora foi aplicada também em 1955. A questão que naturalmente surge é: por que apenas as mulheres deveriam, e não os homens, ser vítimas de uma situação que surge devido à falta de oportunidades de emprego que não se relacionava com elas?

O Grande Salto à Frente (1958-1959)

Esta política foi abandonada durante todo o desenvolvimento econômico de produção associado com o Grande Salto à Frente (1958-1959) e as mulheres em grande número foram levadas para diferentes setores da produção social como trabalhadoras. O modelo soviético de desenvolvimento, até então, que punha ênfase no desenvolvimento da indústria pesada às expensas da indústria leve e da agricultura, foi posto de lado e a estratégia de desenvolvimento de Mao, que advogava o desenvolvimento simultâneo da indústria pesada, da indústria leve e da agricultura, da qual a maioria do povo dependia, foi implementada.

As Mulheres na Indústria Pesada e Leve

As mulheres, nesta nova situação, foram associadas à produção em número crescente. A questão, no entanto, é: em quais setores se engajaram? Ficaram, como os homens, associadas à indústria pesada também ou apenas à indústria leve? Sobre esta questão diferentes escritores ofereceram diferentes fatos. É evidente, a partir deles, que, embora inicialmente as mulheres estivessem ligadas como operárias à indústria leve e, parcialmente, com a indústria pesada, mais tarde, como resultado da disseminação da educação política, participaram cada vez mais da indústria pesada. Nas décadas de 1960 e 1970, as mulheres constituíram a força de trabalho dominante nas indústrias têxteis e indústrias leves (4).

Gradualmente, além dessas indústrias, têxtil e leve, aumentou a participação das mulheres em outras indústrias como de maquinaria, eletricidade, química, ferramentas, metalurgia, petróleo, plásticos e manufatura de transistores. De acordo com a estimativa de 1966, na indústria Ashan de aço e ferro, onde anteriormente não havia técnicas mulheres ou engenheiras, trabalhavam 30 técnicas e 30 engenheiras, além de uma diretora e representante de diretoria na usina central. Nas brigadas de produção no interior, as mulheres totalizavam de 30 a 40% do total de operários, e no setor de algodão a porcentagem era de 70% (5).

Criatividade

No campo da produção, os homens geralmente lideravam as inovações tecnológicas. Mas as mulheres não ficavam atrás e deram significativas contribuições em diferentes setores. Michel Opper em artigo relatou a história da manufatura de uma metalurgia, na cidade de Shenyang, Manchuria, feita por nove mulheres. Tiveram de fazer isto por conta da atitude não cooperativa e até sarcástica dos homens. O grupo de nove mulheres decidiu que iniciaria uma pequena fábrica que elas mesmo pudessem manejar. Depois de muitas visitas a outras fábricas, várias discussões, entenderam que o óxido de ferro estava sendo descartado como material inútil. Operários experientes lhes informaram que poderiam reciclá-los em um produto que poderia ser usado, em lugar do ferro, para algumas partes de máquinas. Decidiram reciclar o óxido de ferro reduzindo-o a pó para ser reutilizado em peças para fábricas vizinhas. Como fariam isto? Não tinham dinheiro e não queriam pedir nada ao governo. Teriam de fazê-lo sozinhas. Assumiram o desafio. Para iniciar precisavam de um forno/estufa que custava cerca de 30.000 Yuan. Novamente tiveram de improvisar. Coletaram tijolos usados de uma fábrica de tijolos e com eles construíram a parte interna do forno e, com tijolos novos, a parte externa. A próxima coisa era a chaminé. A chaminé lhes custaria cerca de 30.000 Yuan. Novamente improvisaram. Foram para as grandes fábricas e pediram que lhes dessem barris de asfalto sem uso. Levaram os barris pelas ruas até o local da fábrica. Lá elas tiraram o fundo e o topo dos barris e os soldaram todos juntos. Neste ponto enfrentaram um problema técnico que não puderam resolver. Não sabiam como levantar os barris e pediram ajuda a um operário da fábrica nas vizinhanças. Com a ajuda e conhecimento básico colocaram a chaminé de pé com a ajuda de uma corda. Depois de instalados o forno e a chaminé as mulheres fizeram seus próprios tijolos para a construção do edifício da fábrica. A maioria de seus equipamentos foi feita manualmente; não tinham aço, mas tinham madeira. Trabalhando de forma engenhosa fizeram máquinas da própria madeira. Pediam conselhos a cada passo que davam eliminando assim erros e trabalharam muito e durante longo tempo.

Tomando a iniciativa em suas próprias mãos aquele grupo de mulheres operárias iniciou a produção. De acordo com uma estimativa, de 1966 a 1974 sua produção aumentou 46 vezes e elas foram capazes de fornecer 60 variedades de produtos (6).

A criatividade das mulheres manifestou-se em outros campos também. Na Comuna Popular Chiamoning, província de Hopei, um grupo de pesquisa, compreendendo 45 mulheres camponesas, depois de uma série de experiências, conseguiu controlar oito diferentes variedades de larvas. Um grupo de quarenta mulheres da Comuna Ushenchao, Mongólia, teve uma batalha exitosa contra a adversidade, sob a liderança de Paokiledai. O alargamento da região desértica Maouchu gradualmente acabou com as áreas de pastagem e o desafio era de como impedir isso e trazer os pastos de volta. O grupo de mulheres fez algumas experiências com plantas e arbustos e conseguiu finalmente o que queria com um tipo de planta do deserto, depois de muitos anos de esforços (7).

A mulher modelo

Uma vez que as mulheres participavam da luta por mudanças sociais, um novo conceito de ‘mulher modelo’ surgiu. Este conceito não era o de ‘dona-de-casa modelo’. Essa mulher nunca dava as costas aos desafios. Eram chamadas de ‘Moças de Ferro’. Nos vastos campos agrícolas de Tachai, um grupo de vinte e três jovens era conhecido por sua incrível coragem e desprendimento para vencer todas as dificuldades que se lhes apresentava a adversidade. Foi pela iniciativa dessas mulheres modelos que a atrasada região de Tachai transformou-se em uma vasta zona verde com produção de múltiplas colheitas de tal forma que se tornou um exemplo para outras regiões. E o grupo de mulheres de Tachai jogou sem dúvida um grande papel de liderança (8).

De acordo com um relatório do governo de 1966, as mulheres tiveram um papel importante em cada ramo da ciência e da engenharia. Entre os pesquisadores da Academia de Ciência da China, um pesquisador em seis era uma mulher. Em áreas como pesquisa atômica e na maioria dos campos da ciência médica, as mulheres se destacaram (9). No campo da educação, de acordo com uma estimativa de 1965, 24,3% dos professores de faculdades, 44% dos professores de escolas secundárias e 62% dos professores de escolas primárias eram mulheres (10).

Divórcio

No início de nossa apresentação nós nos referimos à Lei do Matrimônio de 1950, que estabeleceu o direito ao divórcio. Apesar da lei, no entanto, não foi fácil sua implementação nas áreas rurais. Durante os anos de 1950 e início dos anos 60 incidentes de crueldade doméstica praticados por maridos contra suas esposas e até suicídio de esposas foram relatados por vários jornais.

Criação dos filhos

Incidentes de opressão doméstica por maridos não ocorreram em muitas famílias, mas havia problemas com tarefas domésticas e cuidado dos filhos. Um jornal contemporâneo importnte (11) mencionou a contradição entre o trabalho revolucionário e o cuidado da casa. Por outro lado afirmava que o que os homens podem fazer as mulheres podem também; no entanto, a tarefa de cuidar das crianças e o trabalho caseiro eram apenas tarefas das mulheres.Como poderiam as mulheres, encarregadas da responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos, assumir outras grandes tarefas como a da reconstrução socialista que exige sua presença fora de casa? O dever das tarefas domésticas não deveria ser somente responsabilidade das mulheres; os homens teriam também de contribuir para isto.

Para solucionar este problema, a nova sociedade poderia criar creches e jardins-de-infância como foi feito durante o movimento de 4 de Maio de 1919. O povo da zona industrial de Taching fez isto para seu próprio benefício. Mais importante, entretanto, seria ajudar a criar uma situação em que uma relação saudável se desenvolvesse entre marido e mulher, um novo tipo de relacionamento que seria impensável na velha sociedade. E este relacionamento ajudaria no desenvolvimento da criança como um todo.

Durante este estágio, as mulheres passaram a fazer trabalhos de vários tipos e que eram olhados como do domínio masculino; os homens, no entanto, não participavam em áreas que eram consideradas como do domínio feminino como bordados, cuidado das crianças em cooperativas, etc. Trabalhos deste tipo ainda eram tratados como ‘trabalho de mulher’. Por outro lado, na questão do cuidado da casa como cozinhar, fazer compras, cuidar dos filhos,etc., os homens também participavam.

Trabalho Qualificado e Trabalho não Qualificado

Em alguns setores da produção havia uma divisão de trabalho por gênero. Os homens estavam engajados em setores que exigiam qualificação, enquanto as mulheres estavam engajadas em setores não qualificados. Como por exemplo: embora previamente as mulheres estivessem envolvidas na confecção de bordados como operadoras de máquinas, aspectos mais intrincados como o desenho de tais trabalhos eram feitos somente por homens. A Revolução Cultural quebrou esta barreira e envolveu as mulheres no desenho e os homens na operação de máquinas e bordados (12).

Não se pode negar o fato de que a participação das mulheres na revolução socialista reforçou sua batalha pela igualdade com os homens. Havia alguns setores, entretanto, nos quais a desigualdade entre homens e mulheres não podia ser eliminada. Em 1971, Noel Gray (13) visitou Tachai e notou que as operárias que não conseguiam levantar pedras de grande tamanho recebiam menos pontos que os homens; ao contrário, operários comparativamente mais frágeis conseguiam os mesmos pontos que os mais fortes. As mulheres eram obviamente vítimas da desigualdade. A questão que resulta disto é que dois indivíduos não conseguem ter a mesma força física, embora seja verdade que cada pessoa possa, por motivação política ou qualquer outra, trabalhar mais do que normalmente o faça. Mas cada um deve dar sua contribuição para a reconstrução socialista e para o movimento revolucionário. Alguns que são fisicamente incapazes de participar de um trabalho árduo podem fazer trabalhos leves de diferentes tipos. Na sociedade socialista ninguém pode ser tratado como inferior. Se é assim, por que na reconstrução socialista pode ter um papel inferior por conta da inabilidade dele ou dela em fazer um trabalho árduo?

A Representação das Mulheres

Qual foi a percentagem da representação das mulheres nos diversos setores? De acordo com uma estimativa de 1972, no Comitê Central do PCCh, com 170 membros, o número de mulheres era de 15. Os homens eram a maioria como membros. No Exército de Libertação Popular, havia as mulheres no âmbito de companhia, mas não de exército regular. Estavam colocadas principalmente em departamentos médicos e de comunicação. É pertinente assinalar que durante o estágio do movimento revolucionário agrário ou movimento de libertação nacional anti-japonês (1937-1945), as mulheres não foram incluídas no exército regular (A experiência do Vietnã, Campuchea, Laos, Filipinas, Peru, Sri Lanka, Nepal, Turquia, Índia,etc., é diferente). Entre o corpo docente e não docente da Universidade de Pequim o número de homens é quase o dobro, e, de acordo com a estimativa de 1966, a representatividade das mulheres do Terceiro Congresso Nacional Popular foi de 17,83% (14).

A questão que se apresenta dentro do movimento comunista revolucionário em diferentes países do mundo é cada vez mais: por que deverá haver domínio da pequena burguesia em vez da classe operária na liderança? No movimento revolucionário comunista indiano, dentro do PCI(ML), esta questão foi levantada. De fato, quando se fala sobre a liderança da classe operária o que se pretende primeiramente é a liderança ideológica, a liderança feita por pessoas com nível de consciência política elevado. No estágio inicial é natural que, por serem avançados na questão teórica, os intelectuais revolucionários da pequena burguesia assumam um papel principal. Entretanto, o objetivo é que eles neguem sua classe ao se integrarem com os camponeses e operários através da participação em suas lutas e assuman a ideologia revolucionária, não apenas na teoria, mas também na prática e assim transcendam as limitações de sua classe. Ao mesmo tempo deverão fazer com que os quadros provenientes da classe operária e camponesa aprendam a teoria revolucionária e atinjam passo a passo o nível de liderança. Pela mesma lógica, aqueles que são politicamente avançados e maduros deverão se tornar membros dos comitês revolucionários, independentemente do quadro ser homem ou mulher. Considera-se que o baixo nível de representação das mulheres nos comitês revolucionários é devido ao seu baixo nível de consciência política. A realidade é que se uma mulher tem de suportar o pesado fardo do trabalho doméstico e do cuidado aos filhos sozinha, torna-se muito difícil para ela devotar-se ao trabalho e estudo políticos. A menos que haja socialização do cuidado às crianças e ao trabalho doméstico, nenhuma igualdade entre homens e mulheres poderá ser estabelecida. A propaganda feita pelo partido é essencial, mas mais importante é que os maridos decidam partilhar o trabalho doméstico com suas mulheres. Aqui a batalha é contra o patriarcado e as experiências mostram que há também oposição de alguns homens, membros do partido assim como de maridos contra a luta pela libertação das mulheres.

Planejamento Familiar

A questão que está integralmente conectada com a emancipação das mulheres é o planejamento familiar. A participação das mulheres no trabalho produtivo, no estabelecimento da igualdade econômica e política, no alargamento do horizonte e da consciência e na criação de famílias pequenas e saudáveis – tudo isto é parte integral da sociedade na qual a vontade de construir uma nova sociedade mais o espírito de partilha mútua estimulem as pessoas a agir. Geralmente, elas são contra grandes famílias que a realidade mostra como obstáculo à necessidade de se dar atenção integral aos bebês e a assegurar a participação das mulheres nos trabalhos produtivo e político. Ao realizar a política de planejamento familiar o governo combina a direção do Estado com a iniciativa das próprias pessoas.

Na China socialista, o planejamento do nascimento significa não apenas praticar o controle de natalidade, mas de tomar diferentes medidas à luz de diferentes circunstâncias. Em áreas densamente populosas, onde a taxa de natalidade é alta, aconselham o controle de natalidade e o casamento em idade mais madura. Também fornecem tratamento médico completo para os que sofrem de esterilidade. Qual é seu papel nas áreas das minorias nacionais? Nelas e em outras áreas menos populosas a nova sociedade encoraja o crescimento populacional e promove o aumento da produção. Nesses locais também a ajuda e o aconselhamento estão disponíveis para os que têm muitos filhos e desejam a pílula anticoncepcional (15).

Han Suyin (16) afirma que as primeiras experiências de controle da natalidade, feitas em 1954, exceto em cidades como Pequim, Cantão e Shangai, não obtiveram resultados muito bons no campo. Nas cidades as pessoas se enfileiravam em parques e em outros locais para ouvirem palestras, verem filmes e os contraceptivos eram mostrados livremente e distribuídos em farmácias. Esse método era aceito por intelectuais e pessoas com alguma noção de ciência. Mas quando tal método foi levado para as áreas rurais, o resultado foi ruim. Os camponeses ficaram horrorizados, indignados e sua modéstia tradicional entrou em choque. A razão não é difícil de entender. No passado a morte de crianças, o infanticídio e as pequenas famílias eram relacionados emocionalmente à fome e à guerra. O infanticídio, principalmente feminino, era praticado comumente no passado quando os camponeses passavam fome. Por isto a exortação a ‘ter poucos filhos’ lhes parecia uma indicação de um desastre iminente. Tais esforços acabaram portanto sem êxito.

A partir de 1963, com o aumento da produção, o movimento pelo planejamento familiar ganhou novo ímpeto. O casamento tardio foi propagado e o ensinamento das técnicas do controle de natalidade foi feito através de pessoal médico e de membros da federação das mulheres, sindicatos,etc. além da impressão e distribuição de panfletos. Os médicos descalços tiveram um papel importante nisto. Nas áreas rurais, todavia, os médicos descalços não surtiram efeito porque muitos deles eram jovens e solteiros e os camponeses não estavam preparados para ouvir conselhos de ‘jovens não casados’ sobre a questão do controle de natalidade. As mais adequadas eram mulheres mais maduras que praticavam elas próprias o controle de natalidade e eram tomadas como exemplos vivos.

Durante a Revolução Cultural, por causa da situação específica, todas as questões de controle da natalidade foram suspensas. Houve um aumento de ‘casamentos entre mais jovens’ a despeito do fato de que os casamentos tardios já haviam sido incentivados em 1963.

Em 1971, a fase seguinte do movimento teve como característica uma participação total das massas com grande quantidade de propaganda. O aumento da conscientização popular em promover o controle de natalidade foi um fator abrangente e a fim de realizar isto toda uma rede organizativa foi estabelecida. De fato, em nenhum lugar do mundo uma tal rede de ‘comitês de planejamento familiar’ havia sido criada (18). Cada comitê de rua, de vizinhança, cada comuna, cada brigada e grupo de produção tinha seu grupo de família.

O Planejamento Familiar entre as Nacionalidades

Entre as 56 nacionalidades da China, a Han era considerada a maior com pelo menos 95% da população. O que é importante assinalar é que na China socialista o planejamento familiar foi criado para o povo Han e não para o povo que pertencia ao resto de outras nacionalidades. No que se refere às minorias nacionais não há questão de planejamento familiar entre elas por se considerar, como afirma Han Suyin, os próprios sentimentos deles. De acordo com um funcionário: “Todas as minorias nacionais querem aumentar sua população e devemos permitir isto… Mas recomendamos o casamento tardio para o bem das mulheres, sua emancipação intelectual e sua saúde” (19).

Técnicas Contraceptivas

O planejamento familiar está estreitamente ligado ao casamento tardio e ao uso de contraceptivos. Tal casamento, embora não seja uma técnica contraceptiva no próprio sentido da palavra, é realmente um instrumento muito poderoso para a diminuição da taxa de natalidade. Na China socialista há incentivo entre os jovens para que considerem um casamento tardio uma ação nobre, revolucionária. Embora haja a possibilidade de se casar ao se atingir a idade de 18 anos, na Lei do Matrimônio os jovens são recomendados a esperar mais alguns anos. A idade ideal para o casamento, difundida na metade dos anos de 1970, é nas cidades de 25 anos para mulheres e 28 para os homens; e de 23 para mulheres e 25 para os homens, no campo. Há exceções a esta regra. No caso de haver apenas um filho e uma mulher ter de tomar conta de seus velhos pais, então eles não precisam se casar mais tarde, mas depois de atingir a idade exigida. A questão que se levanta é: isto não significa que a mulher esteja assim amarrada à família como na sociedade antiga? Ou não implica que isto absorve o espírito socialista de assistência aos membros mais velhos da família que precisam de atenção?

O uso dos anticoncepcionais começou, na China, em 1964. A pílula é usada principalmente nas cidades, mas não muito no campo. Nas áreas rurais foi muito difícil fazer com que as mulheres tomassem pílulas regularmente. É interessante assinalar que, em algumas comunas, um voluntário em cada grupo de produção, em cada grupo de trabalho, é encarregado de lembrar as mulheres para que tomem sua pílula todo dia. E o suprimento de anticoncepcionais é feito com regularidade.

Nas áreas rurais, como afirma Han Suyin (20), havia alguns problemas com a pílula. As mulheres que a tomavam durante algum tempo e depois se esqueciam entravam em pânico porque tinha sangramento e se recusavam a usá-la de novo. Em outra comuna,70% das mulheres engravidaram porque não a tomaram pontualmente. Em outra, todas as mulheres que deixaram a pílula engravidaram. Por conta disto a inserção de um dispositivo no útero, feito de aço inoxidável, tornou-se o contraceptivo preferido. Dispositivos intra-uterinos (de náilon) eram usados em algumas áreas, como na costa leste, mas há cerca de 8% de probabilidade de erro em seu uso.

O uso de contraceptivos por parte dos homens (a camisinha) era preferido em algumas áreas e a razão de tal preferência, individual e regional é desconhecida. Carl Djerassi escreve a respeito de ‘um tipo de contraceptivo oral’ que foi produzido em uma fábrca de medicamentos em Shangai. Havia também injeções contraceptivas que não se tornaram populares sendo que as pílulas eram mais aceitas. Em famílias com dois ou três filhos, a ênfase foi na vasectomia para a esterilização masculina (21). Não foi, no entanto, fácil convencer as pessoas da importância da esterilização. Além da questão da cirurgia, o que preocupava mais era se ela levaria à perda da potência sexual (22). Em muitas famílias, mesmo se as mulheres aceitassem a cirurgia, os homens se recusavam. Membros da Associação de Mulheres foram para suas casas e tentaram convencer os maridos que a gravidez freqüente seria prejudicial para a saúde de suas mulheres. Quando os maridos não entendiam tal lógica era porque o instinto falava mais alto (23).

No final dos anos de 1950, um serviço médico gratuito foi criado pelo novo governo socialista. Doenças mortais como sífilis e gonorréia, que mataram milhões de pessoas antes da libertação, haviam sido erradicadas; a gravidez e doenças associadas a ela que haviam sido um pesadelo na antiga sociedade eram coisas do passado. Sylvia Greenwood escreve que pílulas anticoncepcionais e outras necessidades médicas, assim como jornais informativos relevantes eram distribuídos livremente em centros de saúde e hospitais. No caso de abortos, a opinião da mulher, não do homem, era o que contava (24). O método denominado de ‘Técnica de Aspiração’, praticado em diferentes países do mundo com o propósito abortivo, foi inventado na China socialista. Este instrumento fora instalado na maioria dos 70 mil hospitais das comunas da China (25).

Um importante aspecto do programa de planejamento familiar na China foi a invenção de várias técnicas assim como medicamentos. Quando um remédio contraceptivo é criado, a primeira questão era submetê-lo em seres humanos. Não em pessoas comuns mas em médicos/as, enfermeiros/as e seus associados que os experimentavam em si próprios (26). Tais experimentos são essenciais para testar seus riscos. Isto tem dois aspectos: o primeiro é que os médicos/as e enfermeiros/as são diretamente ligados à teoria e prática médicas e estão em posição de entender os efeitos colaterais dos novos medicamentos, de maneira a fazer as mudanças necessárias antes de que sejam liberados para o uso popular; segundo, e mais importante do que o anterior, uma vez que há sempre a possibilidade de que os efeitos colaterais sejam danosos à saúde humana, os profissionais da saúde se prontificavam a correr tais riscos em vez de passá-los às pessoas. Isto foi uma manifestação do espírito de servir ao povo.

Uma das mais importantes conquistas na história da ciência médica da China foi a invenção da pílula masculina, tendo sua origem na planta do algodão. A pílula foi o resultado de várias experiências feitas a partir de 1950 que resultaram, no final dos ano de 1970, na invenção de um medicamento denominado ‘gossypol’ (27). Além da importância disto no campo da ciência médica, essa invenção teve também um significado político. Até então, os anticoncepcionais eram usados apenas por mulheres, não por homens. Por conta disto, os efeitos de seu uso regular caíam somente nos ombros das mulheres. Ou seja, todos os efeitos colaterais e dores das medidas de controle da natalidade tinham de ser suportados pelas mulheres, não pelos homens que os evitavam. E esta é uma das principais críticas das feministas contra as pílulas. A invenção demonstrou desta forma a perspectiva feminista da China socialista.

O Cuidado com os Filhos e a Mentalidade das Crianças

Os chineses enfocavam, através da educação primária e secundária, na cooperação mútua e no trabalho coletivo para que as crianças e a nova geração pudessem absorver o espírito socialista de servir ao seu país e a seu povo. Algumas publicações ocidentais afirmam que as crianças chinesas cresciam em uma atmosfera regimental. Este ponto de vista foi rejeitado por muitas pessoas do mundo ocidental ao visitar a China, e uma delas foi o Dr. Spock que esteve no país em 1973. Ele notou que havia um contraste acentuado entre a China e os EUA quanto à mentalidade das crianças e a abordagem ao cuidado com elas. Na China socialista as crianças são ensinadas a amar, a respeitar os outros, a ser cooperativas, enquanto os EUA, país capitalista-imperialista, desenvolvem entre suas crianças o espírito individualista e interesseiro.

Uma das coisas mais extraordinárias que impressionaram Dr. Spock foi “ o bom comportamento das crianças”. Ele escreve: “ Não vimos crianças brigando, nem vimos crianças discutindo; nunca vimos crianças choramingando ou se lamentado” (28). Por que? Na opinião do Dr. Spock a China não tem nenhum segredo sobre a educação das crianças.”Quando se investiga a educação das crianças em outras partes do mundo pode-se entender que as crianças americanas brigam mais, discutem mais, reclamam mais e choram mais do que as crianças em outros países de que temos notícia”. Há uma sensação de medo em suas mentes. Os pais americanos não sabem, eles próprios, como seus filhos devem ser educados. O Dr. Spock afirma que os americanos não têm uma filosofia de vida, nenhuma firme convicção sobre o que é realmente a vida, diferentemente do povo chinês. O povo americano sofre de uma sensação de insegurança; todos nos EE.UU são econômica e financeiramente inseguros e a maioria teme perder seus empregos. Esta tensão é transmitida a seus filhos. O Dr. Spock ficou também impressionado com a “serenidade do povo chinês, seu sorriso e sua aparência relaxada enquanto trabalham”. Ele concluiu de maneira correta que “se isto pode ser explicado pelo tipo de sociedade que eles construíram, então deve estar relacionado ao fato de que todos sentem que estão trabalhando para o bem comum”.

O Papel da Federação das Mulheres

A Federação das Mulheres surgiu em 1949, com o objetivo de estabelecer a unidade de todas as nacionalidades e classes, ampliando a consciência política e eficiência das mulheres, emancipando-as da escravidão da velha sociedade e levando-as para atividades criativas novas, ajudando-as a estabelecer seus direitos e a implementar suas esperanças e aspirações. A Federação teve um papel importante em atingir tais objetivos, pelo menos em parte.

A Federação deixou claro que além de lutar pela igualdade das mulheres e homens nos locais de trabalho, também trabalharia com os problemas específicos derivados de suas condições físicas, igual pagamento para trabalho igual e para livrar-se da contradição entre produção social e trabalho doméstico. Vários passos foram tomados ao longo dos anos para livrar as mulheres das “eternas tarefas domésticas e cuidado dos filhos” como a criação de creches, lavanderias, cozinhas cooperativas,etc. Elisabeth Crollo afirma, entretanto, em 1974, que as mulheres ainda não haviam se emancipado de suas “eternas tarefas domésticas e cuidado dos filhos” (30).

A experiência chinesa provou que a criação de uma nova base econômica e uma nova superestrutura não significa que novos valores se enraizarão automaticamente na nova sociedade. Se isso tivesse acontecido, Mao Tsetung não teria convocado uma Revolução Cultural. Croll escreve que, a partir da década de 1960, o objetivo do movimento das mulheres era tornar as mulheres mais confiantes e conscientes, ajudando-as a aumentar seu nível de consciência política e livrá-las da influência de velhas idéias e valores.

Se, entretanto, a necessidade da emergência de mulheres politicamente conscientes é urgente, então não menos urgente é a necessidade, também, do desenvolvimento de homens politicamente conscientes. A luta pela libertação das mulheres não pode ser conseguida sem a transformação das duas metades do céu.

No início dos anos de 1960, existia na China o ponto de vista feminista de que a questão da emancipação das mulheres está totalmente separada de outras questões de natureza social e política, e que os sistemas político e econômico não teriam papel a jogar nisto. Os que se opõem a essa abordagem feminista afirmam que a luta pela emancipação das mulheres, a despeito da natureza específica de algumas questões relacionadas às mulheres, nunca poderá ser realizada sem a emancipação das classes oprimidas.

Mao Tsetung, Soong Ching Ling, líder da Federação da Mulheres, e outros enfatizaram várias vezes que a necessidade do movimento de mulheres existirá enquanto a transformação fundamental da sociedade chinesa não for atingida. Este movimento, na realidade, é parte integral da Revolução Proletária e seu sucesso depende do sucesso do povo em outras frentes. Durante o período que estudamos -1949-1976- as mulheres alcançaram reconhecimento social e ganharam auto-estima e auto-confiança.

A China socialista, sob a liderança de Mao Tsetung pôde dar passos firmes e positivos para a libertação das mulheres. A despeito do fato de que a China tenha mudado sua cor no período que se seguiu à morte de Mao, a ideologia que guiou o povo chinês continuará vivendo e ajudará no futuro a luta pela criação de um novo mundo para a vida humana.

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Referências

1. Julia Kristeva ,About Chinese Women (Sobre as Mulheres Chinesas), New York, London, Marion Boyarts,1977; Felix Greene, The World Has Two Sides, A Portrait of China Today ( O Mundo Tem dois Lados, Um Retrato da China Hoje), Victor Gollanz, London, 1970.

2. Delia Davin, ‘Women in the ‘50s: Shifts in Policies’(Mulheres nos Anos de 1950: Mudanças nas Políticas’, China Today, June 1976, No. 62, Society for Anglo-Chinese Understanding (Sociedade para o Entendimento Anglo-Chinês a China) London.

3. Ibid.

4.Rose Buxton and Patricia Langton, ‘Women and Socialist Equality’( As Mulheres e a Igualdade Socialista), China Today, January 1973.

5. Survey in Mainland China Press (SMPC) (Levantamento na Imprensa da China), 10 March, 1966.

6 Michael Opper, ‘Women Power’ (O Poder das Mulheres), in China Now, December 1975.

7.‘Young Mongolian Woman shows remarkable initiative and leadership’ (Mulher da Mongólia mostra iniciatica e liderança notáveis), Survey of Mainland China Press (SMPC), 9 March, 1966.

8.’Brilliant Examples of Tachai Women’, SMPC, (Exemplos Brilhantes das Mulheres de Tachai), 9 March 1966.

9. ‘Outstanding Women’ (Mulheres notáveis), SMPC, 10 March 1966.

10. Ibid.

11. Red Flag (Bandeira Vermelha), December 1973.

12. Sheila Rowbotham, Women, Resistance and Revolution, (Mulheres, Resistência e Revolução), London, 1972, pp. 196-97.

13. Noel Gray, ‘Women’s Liberation in China (A Libertação das Mulheres na China), China Now, October-November 1971, no. 16.

14. Ver: ‘Outstanding Women, (Mulheres Notáveis), SMPC, no. 3654, p 24.

15.Hsu Li-Chang e Yu Wang, ‘Exploding Population Miths), ( Detonando o Mito Populacional), China Now, July-August 1974, no. 43.

16. Han Suyin, ‘Population Growth and Birth Planning’, (Crescimento Populacional e Planejamento Familiar), China Now, July-August, 1974.

17. Ibid.

18. Ibid.

19. Ibid.

20. Ibid.

21. Carl Djerassi, ‘Some Observation on Current Fertility Control in China’, ( Algumas observações sobre o Atual Controle de Fertilidade na China), The China Quaterly, January-March 1974, no, 57, pp. 42,45.

22.Leo Orleans, ‘Evidence from Chinese Medical Journals on Current Population Policy’ (Artigos de Publicações Médicas Chinesas sobre a Atual Política Populacional), The China Quaterly, no. 40, October-December 1969, p. 142.

23.Jan Myrdal, Report from a Chinese Village (Reportagem sobre uma Aldeia Chinesa), London, 1965, pp. 226-27.

24. Sylvia Greenwood, ‘Women Hold up Half the Sky’ (As Mulheres possuem a Metade do Céu), China Now, April-May 1977, no. 71.

25. Tameyoshi Katagirl e Takuma Terao, ‘Wide Range of Family Planning’ (Estudo Amplo do Planejamento Familiar), China Now, August-September 1972, no. 24.

26.Ibid.

27. Para detalhes ver Lynda Birke, ‘The Health of Half the Heaven’ (A Saúde da Metade do Céu), China Now, September-October 1979, no. 86.

28. Dr. Spock, ‘Child Care in China’ (Cuidados com as Crianças na China), China Now, June 1975, no. 52.

29. Ibid.

30. Elisabeth Croll, ‘Half the Sky’ (Metade do Céu), China Now, January 1975, no. 48.

__________________________________________________________Ttrad. em 7 de setembro de 2016.

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